Festival de Vilar de Mouros - Intervenção do Presidente da Junta na Assembleia Municipal de 25 de setembro de 2015

Criado em 26-09-2015
Escrito por Junta de Freguesia de Vilar de Mouros

Assembleia Municipal

 Intervenção do Presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, Carlos Alves, na reunião da Assembleia Municipal de Caminha de 25 de setembro de 2015 no ponto c) Protocolo entre o Município de Caminha, Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, Probability Makers Unipessoal, Música no Coração - Sociedade Portuguesa de Entretenimento, Unipessoal, Lda e Metropolina - Edições discográficas, Unipessoal, Lda para a realização do Festival de Vilar de Mouros.

 

 

 

Exmo. Sr. Presidente da assembleia municipal e digníssima mesa
Exmo. Sr. Presidente da câmara, senhoras  e senhores vereadores
Exmos. Srs. Membros desta assembleia
Comunicação social
Minhas senhoras  e meus senhores

 

A discussão hoje aqui do presente protocolo de realização do festival de Vilar de Mouros, é, na opinião da junta de freguesia a que presido, um momento muito especial para todo o concelho de caminha.

O regresso deste grande e histórico evento terá sem duvida um impacto muito importante na economia da freguesia de Vilar de Mouros e do concelho de Caminha, quer pela realização direta do evento, quer através da promoção que se irá verificar através de imensos meios de comunicação social. 

Não me irei deter demasiado no que diz respeito a todo o percurso deste importante festival que infelizmente também passou por momentos bastante tortuosos, nomeadamente nos últimos anos e em especial no que toca à celebração do último protocolo, e apenas lembrarei que nos incluímos nas forças que colocaram muitas reticências à sua assinatura por parte dos executivos de freguesia e câmara anteriores, tendo-se confirmando infelizmente todos os nossos receios relativamente a todo o processo. No entanto também é com os erros (mesmo os de terceiros) que se aprende e por isso é que estamos aqui a discutir um novo protocolo desta vez a ser celebrado com um consórcio que oferece muitas garantias de levar o festival a bom porto, reconhecendo-se o profissionalismo e credibilidade que detêm no meio musical, a nível nacional e internacional.

O presente acordo tornou-se possível graças à inevitável correção de uma situação herdada e à entrega na procura de melhores soluções para este festival, devolvendo o entusiasmo à discussão e negociação, contando também com o envolvimento do executivo da minha freguesia. Não é também de esquecer, como contributo de maior importância e de decisão, o enorme património que o Dr António Barge nos legou, com toda a carga história que se lhe seguiu, aliado às condições excepcionais dos espaços que servem o evento, e ainda o entusiasmo e carinho que a população do nosso concelho (e em especial os vilarmourenses) já se habituou a emprestar  a este magnífico e mítico festival.

A junta de freguesia como autarquia local e como entidade proprietária dos espaços, num sincero sentido de responsabilidade, empenhou-se com todo o entusiasmo na discussão do presente protocolo, apresentando sugestões, ideias e propostas que o vieram a enriquecer e valorizar, tendo sempre presente a ideia fundamental de dignificar o festival e reunir  condições para que o mais rápido quanto possível este evento se coloque de novo entre os melhores festivais do País, com a sua identidade de tal forma assumida que o diferencie dos demais, levando também à sua valorização a nível internacional.

A junta de freguesia bateu-se para que a sua participação no protocolo não viesse a ser meramente simbólica, já que pretendemos que a freguesia seja uma parte ativa e interveniente em muitos dos aspetos desta organização, nomeadamente com a população e seus constrangimentos, e ainda na gestão e melhoria dos espaços.

Nesse sentido consideramos de transcendente importância as verbas negociadas, assumindo que as pretendemos canalizar para uma beneficiação constante dos espaços (dando aliás continuidade a uma prática que tem vindo a ser seguida) e que se tornarão uma vertente importante da valorização passo a passo do próprio festival, e naturalmente para serem utilizados e aproveitados para muitos outros eventos e sejam motivo de cada vez maior atração por parte de cada vez mais pessoas que nos visitam, assim contribuindo também para a promoção do concelho.

Foi com este espírito de entrega, acreditando no valor cultural e nos diferentes proveitos para a freguesia e para o município, que quisemos estar neste protocolo, reconhecendo nele capacidade de realização do festival de Vilar de Mouros pelo tempo definido, dignificação da imagem de Vilar de Mouros e do Concelho de Caminha, e a garantia de edições atrativas capazes de mobilizar a população local, os visitantes e todos os setores direta ou indiretamente relacionados com o Festival de Vilar de Mouros.